Neurociência da Aprendizagem: um caminho eficiente para a melhoria do ensino.
A neurociência no âmbito da educação veio reforçar a ideia de muitos estudiosos clássicos de que no desenvolvimento cognitivo, além dos sistemas pré-estruturados que se auto organizam, há a interação e os contextos ambientais que constroem e qualificam a inteligência humana. Quando aferimos a conjuntura e as implicações inerentes á educação inclusiva, esse entendimento transdisciplinar torna-se ainda mais preponderante.
Ainda que haja casos de estudantes com severas limitações, o nosso ambiente ensina ao nosso cérebro e nossas emoções. Biologicamente existe no cérebro a produção de impulsos eletroquímicos que resultam em funções mentais, pensamentos, sentimentos, dor, alegria e movimentos motores, que são incessantemente estimulados no ambiente.
Isso quer dizer que somos adaptáveis às contingencias biológicas, porque todos nossos canais de aprendizagem estão interligados, articulados e acessíveis aos estímulos, que formam uma cadeia funcional, onde cada elo pode adaptar-se e participar de inúmeros sistemas.
A neurociência veio mudar os conceitos de aprendizagem, durante muito tempo, perguntou-se como ensinar, pois, a pergunta e os processos de aprendizagem eram ditados por quem ensinava, atualmente a pergunta passou a ser feita no campo de aprendente, que deixou de ser um sujeito passivo, mas um ator fundamental nos processos educacionais.
Novas formas de aprender e novas maneiras de ensinar, veio a tona com a neurociência que mudou o conceito de aprendizagem, que passa a ser um fenômeno individual , fruto de modificações químicas e estruturais que ocorrem no cérebro, desenvolvido por meio estímulos externos e internos, que modificam o comportamento de acordo com a estrutura pessoal de cada indivíduo. O cérebro se modifica em contato com o meio durante toda vida , até o século passado considerava apenas como o cérebro funcionava, hoje, mapeia-se, visualiza-se e , o mais importante , estimula-se, ou seja, todos são capazes de aprender , quanto maior o estímulo, maior será a aprendizagem.
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